A relação entre intelectual revolucionário e universidade é complexa e existe muita confusão em torno disso. Além da complexidade e das distintas concepções sobre universidade e sua relação com os intelectuais e as posições políticas, também existem problemas derivados de indivíduos que se dizem revolucionários, mas não passam de oportunistas e assim uma nova confusão pode se estabelecer. Carlos Henrique Marques busca em sua obra deixar claro quem pode ser considerado “intelectual revolucionário”, bem como o que é a universidade (a sua aparência e a sua essência, incluindo suas funções na sociedade capitalista). A partir dessa reflexão emerge um esclarecimento sobre a relação entre intelectual revolucionário e universidade “burguesa”. O resultado é uma análise crítica da universidade e da posição do intelectual revolucionário no seu interior. Derivado disso emerge uma rica discussão sobre ética e estratégia revolucionária e o projeto de coletivização da universidade. É uma leitura fundamental para todos que se interessam por essa temática, pela universidade, bem como para todos os militantes e intelectuais que visam colaborar com a transformação social.
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